





Natais Silenciosos
Schyrlei Pinheiro
Um grito triste escapa da alma,
como uma lágrima de dor
lembrando a saudade
O mundo faz a festa, in-memoria...
Nasceu o Menino Jesus,
o mesmo que se fez homem,
e, sem pecados, foi sacrificado.
Esquecida, a verdade virou ficção,
lenda, um conto fantástico, mágico,
fantasiando palavras, colorindo o verbo.
É Natal! Que os sinos dobrem
e toquem os corações, em orações.
Que o silêncio, frente à mesa farta,
sinta as alegrias dentro das taças vazias.
Sonhos categóricos, alegorias.
risos sem sentido,
loucura rompendo a simplicidade,
esquisitice congelada no tempo.
Vamos brindar, trocar prendas,
derretendo dengos, sem dó...
sem pensar no menino Jesus.
É Natal!
Papai Noel chegou...
E TEMPO DE NATAL!
Arneyde T. Marcheschi
Solidão é um grito que ecoa inútil na multidão.
Todos passam apressados
sem tempo de olhar para
os lados, e ver o sofrimento do irmão,
que procura um pouco de amor
de carinho e ternura.
È a esperança de um sorriso,de um rosto amigo
na multidão que passa
apressada, e nem vê a
lágrima que rola...
a espada cravada no peito
o correr de abraços abertos para o vazio
em busca do nada.
È a dor que não alivia
o coração dos homens desesperados, desventurados
que deixaram suas familia
suas casas, e vieram para a cidade grande em busca
de trabalho.
Mas essa luta danada
sempre termina em nada
e a desesperança toma conta dos que vivem pelas calçadas mendigando
um cobertor, uma camisa
velha um pedaço de pão.
Vamos festejar o Natal,
nossas casas enfeitadas
arvores cheias de presentes...
Ninguém lembra que ali ao lado
mora um coração solitário
abandonado a propria sorte...nem sabe que é
noite de Natal!
Saiamos do nossso conforto e vamos procurar agradecer
à Deus,pelo dom de nossas vidas,atendendo a um apelo desesperado
de um também filho Seu,
nem que seja para lhe dar um abraço cristão.
Mostrar que a solidariedade
ainda vive em nossos corações.

Fractais de minha face
Watfa
Nas assimétricas tiras de meu rosto,
tal traçado geométrico, assim posto
em fractais divididos aleatoreamente
faz meu ser fragmentado e demente.
Cada pedaço em rota torta, diferente,
caminha em curso alternado, à frente,
à procura do que meu corpo ignora,
mas, em ânsia, vasculha a toda hora!
Juntar os pedaços e refazer a figura,
tarefa inglória, inda que minha jura
soe em altos sons, gritos e clamores,
perfazendo o curso de rotas e dores.
Em várias direções, assim dividida,
o recompor da minha face exaurida,
é exigir de mim o talvez impossível
esculpir de um rosto, que seja crível.

Luxúria
Delasnieve Daspet
Enquanto te olhava eu soube...
Iria apaixonei-me.
Em sonhos - tu sou eu, eu sou tu.
Uma só figura abraçados.
Meu olhar no teu.
Me embebi com cada gota de teu cheiro.
Meu corpo colado no teu.
Sentindo tuas saliências e protuberâncias.
Enlouqueci de luxúria.
Num desejo louco de te ter.
A noite virou dia.
Caminhamos em sentido da luz.
Me perdestes.
Eu nunca te perderia.
O sol deixou seus rastros.
E o que não houve entre nós
Agora é passado.
Onde estas?
O que fizestes hoje?
O côncavo aguarda o convexo,
a luxúria toma conta
dos meus sonhos e desejos.
Busco teu corpo,
teu cheiro, teu calor, tua forma,
para amoldar as minhas..
Amálgama, colo em tuas pernas,
enrosco em teus braços,
serpenteio, lanço o bote
final, passarinho, sedado,
morres em meus lábios...
Vens?!

IMPOSSÍVEL É....
Impossível não fazer poema
ao sonhar com teu sorriso lindo,
teus olhos que cintilam.
Impossível não fazer poema
ao sentir o toque
dos teus dedos
a deslizarem suavemente
sobre minha pele sensível.
Impossível não fazer poema
quando estremeço
ao sentir tua energia
misturando-se a minha sinergia.
Ah! que poema lindo
é o amor que sinto por ti.
Impossível não escreve-lo
ao descrever-me entregue
em teus braços, sufocada
por teus beijos sedutores,
sentindo tua saliva
misturando-se
a minha seiva doce.
Ah! impossível
restringir-me do prazer
de escrever VOCÊ , rabiscando
o furor do teu amor
no meu corpo pedinte...
Impossível não te fazer
poeta dos meus
sonhos proibidos!
©Arlete Maria

DEIXE-ME !
Nídia Vargas Potsch
Deixe-me amá-lo!
Amar simplesmente,
delicadamente,
como quem aspira puro ar,
como quem se embriaga com o luar,
como o tenro sugar de um beija-flor.
Quero ir ao seu encontro
para realizar este sonho de amor ...
Como leve pluma esvoaçante
cruzarei mares e oceanos
sem medo da travessia,
voando alto, ultrapassando tempestades,
cortando nuvens negras,
transporei desertos escaldantes,
montanhas e ravinas verdejantes,
caminhos entruncados,
trilhas desconhecidas,
obstáculos mil, limites sejam quais forem,
só para chegar até você ...
Viajarei depressa
ao som desta mágica melodia,
avivando sua emoção e
tocando as teclas do seu coração ...
Cobri-lo-ei de mimos e carinhos,
amá-lo-ei loucamente até a exaustão.
Cairei em seus braços
e envolta por seus ternos abraços
olharei bem dentro de seus lindos olhos,
dizer-lhe-ei: eu o amo!
Farei e receberei mil afagos de amor ...
Nídia Vargas Potsch

MINHAS QUATRO PAIXÕES
Fafá Lima
Um é a minha luz
Outro minha inspiração
Meu viver...
Um me abraça
Me aquece
Outro é loucura
É paixão
É ternura...
Um me mostra o mundo
O caminho
A razão...
Outro é ternura
É amor
É paixão.
Assim vou vivendo
Com minhas quatro paixões
Com momentos de ternura
Outros de loucuras.

Natal Jesus
Eugénio de Sá
Com pinhas e com nozes misturado
Descreve-se um Natal cheio de amor
Porque nos corações corre o calor
Correndo o mel nos corpos saciados
Mas o Natal é muito mais que festa
Nele invocamos o dia em que nasceu
O que por nós viveu e padeceu
Os desígnios do Pai na Sua gesta
Cristo menino em branduras deitado
Quem se esqueceu de ti, meu pequenino?
- Berço de pobre em mirras derramado
Quem te aviltou o gesto, Bom Jesus
Só busca o vil metal e não o cerne
Da mensagem d’amor da tua luz
Portugal
2006

VISIONÁRIO
O poeta visionário
Tão solitário
Vê no sol poente
Uma réstia de luz candente
Nas primícias da chegada do frescor da noite
No crepitar da insana fogueira
No lusco-fusco da estrela fagueira
Coloca ali sua manta altaneira
O vento falaz, loquaz, agita seus cabelos,
O tempo ruge no final da linha escura do horizonte
Na mansidão da fimbria do outeiro
Surge alegre tão contente a sua amada...
Sorrindo, extasiada, e insinuante
Num largo sorriso
A LUA MINGUANTE.
Audha Abuthay

Dama
ah!... a rolar na grama,
na cama,
na chama,
com a Dama,
que me chama,
que me inflama,
que me... ama!
Moacir et Selena

.RETRATO

- ANOITECE -
Noite parida pela tarde em vermelho,
Iluminada por estrelas piscadoras...
Levemente soprada por frio vento,
Delicado momento pede rezas,
Bate saudade fininha indefinida...
Desejos secretos se revelam em mim:
Segredos tristes de meu degredo,
Careço de sossego imediato!
Muita paz procuro em desespero,
Quero encontrá-la em minha essência.
Talvez tope com ela pela madrugada...
Enquanto espero sonho com eterno
BEM-QUERER!
Marilia de Faria

ETERNO AMAR
".......Será ao largo da ponta mais
ocidental da Europa
que meus pensamentos
estarão contigo "
Olga Kapatti
Vai pensamento
agarre-se à brisa ,
leve ao meu amor
o meu sentimento
Leve , o eco de minha voz,
àquele que de mansinho chegou
deu-me o esperado carinho,
me arrebatou ...
aconchegando-me ao seu ninho
Longe ou perto,
tenho o seu calor
no mar ou em terra
sinto o seu amor
como um oásis no deserto
Vai pensamento, emanado
se transforme em gotículas de águas do mar ,
para que toque no coração de meu amado
e floresça o meu eterno amar.
Olga Kapatti

SEM VOCÊ
Sá de Freitas
Quem seria eu sem você
Além de um errante sem paz, sem esperança,
A conversar com a sombra,
Projetada pela solidão?
Sem você eu seria um "nada"
E a dor seria o "tudo",
Quem seria eu sem o calor de seus beijos,
Sem o toque mágico de suas mãos,
Sem seu ombro amigo que me ampara
Nos momentos de tristeza?
Eu e você, somos um em dois
E dois em um.
Duas taças e dois licores, Licores com sabores diferentes,
Mas que, misturados, trazem o gosto
Gostoso do amor,
Servidos no banquete de nossos corações.
Sá de Freitas

Vida
Na estrada da vida
há sempre uma encruzilhada...
No momento da opção
precisamos da paz na alma
e do amor no coração,
para que, se o engano
mais tarde existir...
O recomeçar seja menos doído.
OlhosDe£in¢e
16/12/2006 às 12h35

Amor
Deise Vitkauskas
-proibido
-aventuroso
-fatal
-louco
-cúmplice
-festivo
-de altos e baixos
-de separações
-de reconciliações
-de estações
Ah! o Amor!!!!
Quem puder entender e explicar, por favor.
Que seja rápido, pois aqui um ser triste

deslumbramento ...
Millie
amei-te alucinadamente
entreguei-te meu corpo e alma...
sonhei contigo
e te fiz feliz...
mas o tempo passou
e o deslumbramento acabou...
sentimentos são sementes no coração
que precisam de muito carinho...
regados diariamente com emoção
para que permaneçam vivos...
mas o tempo nos separou
e a saudade chegou...
e hoje...
guardo com carinho a lembrança
de um amor que acabou...
Millie
Assim Vou Te Amando
Lukass
Mesmo com toda distância,
a ingenuidade
de seu sorriso
está desenhada
em minha mente,
assim como seu olhar
transparente,
carente
de um amor
que navega
pelo tempo,
sem parar em
nenhum porto.
deixando uma
ausência que dói,
mas que resiste, talvez
pelo tamanho
do nosso amor.

Tremula Trêmula
Anna Paes
Tremula, trêmula menina,
Inconstante e presente
Poema solto nas nuvens
Sem letras
Apenas sentimentos e coragem vaga
(Voragem?)
Uma invasão absoluta de sentidos
um vai e volta sobre ondas que vão a lugar algum
Como os versos soltos no ar, nas nuvens
Sem letras, sem sons
Sem você!

Beija-me... amor
Beija-me e deixe que eu desfaleça
Que em teus braços esqueça
Toda e qualquer tristeza
Beija-me, com desespero e paixão
Espantando a solidão
Tomando-a de surpresa
Beija-me, amor, com carinho
Que tua boca seja ninho
Acolhendo os lábios meus
Beija-me, sem cerimônia ou cuidado
Deste beijo faz pacto selado
Acordo, bem combinado
Que chegue ao céu junto a Deus
Beija-me com volúpia e malícia
Deixa-me provar a delícia
De tua boca, o sabor
Beija-me com desejo e vontade
Até que venha a saciedade
E reste suave o amor...
Priscila L. Coelho

Perdido
Pedro Valdoy
perdido por entre as notas
meus pés doridos
ficam frágeis
e sento-me na areia
com aquela melodia
no encanto das nuvens
estremecem a minha solidão
quieta e sossegada
sonho com os génios
que pairam algures
por entre as estrelas
com aquela sonata
o passado estreita-se
por entre caminhos
cobertos com aquela harmonia
Sentia meu coração
cintilar de alegria
onde parecia
que o tempo parara.

PALHAÇARTE
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Às 21 h e 25 min do dia 12 de novembro de 2006 do Rio de Janeiro,
na belíssima formatação cedida pela sensibilidade de Anna Paes.
No espelho solitário que o fita,
O artista busca o riso que perdeu,
O show vai começar, mas ele hesita;
Não sabe onde a alegria se escondeu.
É hora de atuar, o nosso ator
Coloca sua roupa engraçada;
Precisa demonstrar seu bom-humor
A uma platéia alegre e alvoroçada.
Querendo retocar-se, esse palhaço
Rebusca, no espelho, o próprio riso...
O amor morreu na ausência de um abraço
Que a dor traçou no olhar mais impreciso.
A trôpega alegria, entretanto,
Insiste em desenhar-se e se apresenta
Num palco feito de melancolia...
A dor quer ser feliz... mas é tão...lenta...
Que ali, no solitário picadeiro
Da face, um semblante amargurado
Parece dar o riso derradeiro
Que a própria solidão deixou de lado.
As cores se dissolvem mansamente
Em lágrimas brilhantes e atrevidas
Deixando uma tristeza evidente
Num rosto que sofria... às escondidas. 
Pés no Chão
Eliane Couto Triska
No palco ele adentra e os tambores
rufando na promessa um coliseu
dispersas brilham mais todas as cores
que a têmpera da vida escolheu.
Euforias ! são crianças e se agitam
Palmas! Palmas! os adultos estão de pé
Vivas! Vivas!É o palhaço! todos gritam
Viva DEUS! Viva MARIA e JOSÉ!
Nasce à terra * a alegria do homens*!
aquele que trará a salvação
a mágica está no palco em codinomes
nas trocas do real pela ilusão!
Adorável público! diz o palhaço
oferta que o sorriso traz em si
a inversa metonímia de um fracasso
hipnotiza a platéia em frenesi.
O riso faz o frio agasalhado
da névoa que é loucura e sedução
no mais... tudo é resto... é o palhaço
que volta ao camarim de pés no chão.
15.12.2006
Festas da solidão
(Delasnieve Daspet)
Entre o final da primavera
e o início do verão
festejamos a solidão!
Natal. Ano Novo.
De novo.
Não se foge à regra,
é festa da mídia.
Festa mercantil.
Festas da solidão!
Todos correm.
Cansam.
Desesperam-se.
Uns choram.
Outros camuflam.
Alguns falam. Admitem.
Outros - a maioria - se escondem,
em falsos sorrisos!
Ah! a hipocrisia!
Todos em busca daquilo que não tem!
E sabem, com cruel certeza,
de que não terão!
Amanhã, finda a festa,
o que restou?
Sonhos?
Insonias?
Mal querer?
Ora!
Mesmo sem sonhos,
mesmo com ausências,
mesmo que não veja,
ainda assim
fico aqui!
Não fujo,
todo ano tenho este encontro,
natal...ano novo...
de novo, mesmo não querendo,
estou só! 
Nostalgia
(Mellíss)
Por quem brilha esta lua imensa e branca,
se em meu peito vai um coração sem âncora,
navegando sem destino ou esperança.
entre as sombras desta noite que amedronta?
Por quem canta a voz do vento que me toca
se esse som que ele derrama sempre evoca
inequívoca presença dos silencios ?
Por quem chora a vida em mim, se já não choro
essa mágoa que me fere e que deploro...
Quem ficou dentro de mim, se fui embora ?
Ah! ESSE AMOR QUE ME DÁS...
Eliana Shir Ellinger
Ah! Esse amor que me dás...
É o perfume dessa minha poesia,
É a brisa que me toca e extasia,
É o sol que me aquece e alumia.
É o vinho do sedento amante,
É o ar que me anima e me dá vida,
É a lua tão clara, tão brilhante,
É o espinho a causar-me uma ferida.
É o fel em um cálice dourado,
É o mel, suave, puro, adocicado,
É um raio triste de amargura e dor,
É o bálsamo que acalenta tanto amor.
É o banhar-me a alma em águas cristalinas,
É o fogo a incendiar-me o corpo inteiro,
É o vento a alçar-me nas colinas,
É o destino traçado entre guerreiros.
É macio como a petála da flor,
É rude, firme, forte, insaciável,
É grande como as asas de um condor,
É a sede de um desejo incontrolável.
É o canto suave e terno de um canário,
É um demônio rijo e marcial,
É santo como o anjo de um rosário,
É frio como o gelo glacial.
Ah! Esse amor que me dás...
É a musa que me inspira a cada dia,
É a saudade que me aflige o coração,
É a esperança a dominar minha razão !
Dança do Destino
Nasce entre a urze e a rocha
O encantamento da natureza
E com um sopro de vento desabrocha
Um amor que entra na vida com pureza
Na hora incerta que enaltece a aurora
As malva-rosas bailam com o colibri
Choram as estrelas e voam borboletas agora
Com medo do medo e do frenesi
Enquanto a fé, o amor e a esperança
Permearem todos os dias desta vida,
No lago o lótus se erguerá: lembrança
Do lamento, flor agoniznate na despedida
Zéfiro vem devagar ao meu ouvido
E diz que Prometeu foi acorrentado
Por castigo de Zeus, no cimo do Cáucaso, o desvalido
Cujo fígado era pelas águias devorado
Dor que se repete na regeneração
Os anos zombam de um sentimento,
vigor de uma alma agonizante na ação
De um lilás perdido no desentendimento
Bailam no ar dor e esquecimento
No passo firme do desatino
Só indecisão no encantamento
Na indecifrada missão do destino
Jandira Mello de Almeida Cahet
Descompasso
Neste meu descompasso
de dias instáveis vou
seguindo meu destino.
Caminho ansiosa à tua procura
lutando contra o tempo,
Esse inimigo que me afasta de ti.
Sigo por estradas solitárias
sem nenhuma estrela para guiar
meus passos, só as lembranças
são minhas companhias.
Quem me dera poder voar
assim mais rápido chegar
e sentir a emoção de te rever.
Fascination
R.J. 19/07/2006
ESTRELAS
Abjuradamente abjurado para a poetisa do Cerrado.
Poeiras, visiveis e invisíveis
Absurdamente surdas
Incógnitas, insólitas.
Inimagináveis, intransitáveis e esparsas...
Ruídos de tempo cruzando a configuração de meu relógio temporal
Ruas fulgurantes pelos raios da manhã.
Valas e essas estranhas sombras escuras configuram esse meu caminhar
Nem me é dado o direito de vislumbrar o clarão da manhã...
Viajo, caminho, ando, busco e não encontro...
Onde estará meu caminho???
Nos frescores da manhãs, nos molhados leitos da estrada?
Nem sei que tempo passou... Nem sei por onde andei.
Abracei minha única mortalha e adormeci
Em profundo sonho distante, insensato, sem nexo
Ali adormeci. Era 1966.
Agora acordei e já é 2006.
Deus! Alah, o que vocês fizeram comigo?
Já é quase hora de retornar...
Não me dêem esse mesmo caminho...
Não quero reprovar.
Audha Abuthay
Minha Luz, Minha Cruz...
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