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SABE, DEUS...
Luiz Poeta ( sbacem - rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Às 19 h e 3 min do dia 14 de abril de 2006 do Rio de Janeiro

Sabe, Deus...
No fundo, todos nós, os seres humanos, somos muito frágeis,
 carentes e dependentes uns dos outros.
Quando estamos doentes
e nossa dor é principalmente espiritual,
é que percebemos o quanto somos semelhantes,
porque a nossa fragilidade se revela mais ainda
e passamos o ver o mundo de uma maneira mais humana,
mais humilde, mais igualitária...

Entretanto, Deus,
quando o pensamento de um ou mais dos nossos irmãos penetra na
 sensibilidade dos nossos mais sublimes silêncios, há uma comunhão entre nós
que inevitavelmente nos leva ao rumo da oração
para que todos sejamos abençoadamente felizes
e possamos recuperar a garra de lutar,
a audácia de conquistar,
a sublimação de viver à luz do teu amor.
Sabe, Deus, teu filho só morre quando morre a nossa fé,
por isso estou unindo o meu amor ao amor do meu irmão nesta oração.
Obrigado, Deus,  por permitires que a minha vida
faça parte da vida dessa abençoada pessoa que me lê agora
e que, a partir deste instante,inequivocamente,
superará todos os seus obstáculos
e será abençoadamente feliz
e ressurreta de todas as suas dores como o teu filho:
Jesus Cristo.
Obrigado, Deus, por mais esta vitória do meu irmão, da minha irmã e
 de todas as pessoas que fazem parte  da minha vida.



NATAL DE LUZ E AMOR
Caio Amaral


Marco zero de uma vida que vem do céu e que irradia
O mundo aguarda a vinda de um presente muito especial
Reis Magos celebram o acontecimento com muita festa e alegria
É chegado a hora...é dia de Natal!

Estrela cadente de brilho intermitente percorre o Universo
Ilumina o ceu e chega à Terra em forma de luz
Cânticos angelicais são clamados em sinfonia na forma de prosa e verso
Anunciam o nascimento de nosso santo Menino Jesus

É o momento da confraternização universal e da alegria incontida
Unidos, de mãos dadas, vamos comemorar esta data tão sublime
Pois o amor de Jesus Cristo é luz que não permite o escurecer da vida

A expressão viva do amor é o Natal...vamos vive-lo a cada segundo
O tempo é de paz, de carinho e de fraternidade
Natal é luz de amor que brilha e clarea o mundo


Em destaque por Anna Paes às 22h25
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Sonho De Natal
Iracema Zanetti
 
Ah, como eu esperava com ansiedade,
E emoção, a vinda de Papai Noel
Deslizando lá do céu em seu trenó...
Enfeitado de fitas e sinos dourados...
 
As renas me enlouqueciam!
Da cozinha, eu saía sorrateira
Ao jardim da minha casa,
Levando um pequeno balaio
Carregado de guloseimas...
Às renas simpáticas, mansas, cansadas!
 
Num embalo desenfreado
Cruzavam os céus,
 Obedecendo às rédeas de Papai Noel...
Sempre apressado, a entregar os presentes Encomendados!
...Dezembro, Verão em meu país...
E, dai?
 
Minha mãe não queria saber, se fazia frio
Se nevava ou se o Sol iluminava a noite!
Olhava-me com àquele olhar, que,
Somente eu entendia e sabia,
Quando era ou não, simples brincadeira!
 
Dizia em tom grave e cenho fechado...
Que, se eu quisesse ficar pertinho do céu,
Para ver Papai Noel chegar com os
Presentes, eu tinha que me agasalhar...
Sem choro e sem teimosia!
 
Mal minha mãe terminava de falar...
Via-me vestida dentro de agasalhos mofados...
E em suas mãos, botas e luvas de couro...
Aguardavam-me!
 
Cansada de tanto esperar, eu sentia,
Minhas esperanças perderem-se no espaço,
Porque, nem de leve, e nem uma só vez...
A visão de Papai Noel
Surgiu à minha frente...!
 
De repente, o tilintar de sinos
Interrompeu meu devaneio...
Senti-me despertar de um sonho lindo
Ao ver Papai Noel em seu trenó
A me acenar muito ligeiro!
 
As renas equilibravam-se no espaço...
Papai Noel tomou-me em seus braços,
Sentou-me a seu lado e falou...
...Hoje é Noite de Natal...
Ainda temos tempo para um bate-papo...
 
Mais perto do céu estávamos...
Eu via milhões de estrelas piscando
E, de quando em quando,
 Um cometa azul, desesperado!
 
Vi um menino guiando renas que voavam,
Fazendo soprar o vento!
E, lá ia ele em seu trenó...
Abarrotado de presentes, sem medo de nada!
Eu não tinha idéia, para onde ele ia,
E nem a quem ia dar os regalos
Que estavam a seu lado!

Vi seus olhos faiscarem ao me olhar,
E o sopro de beijos em meu rosto roçar!
Nunca perguntei à minha mãe,
Se, criança tinha coração,
E se batia, ou não...!
Foi aí que, pela primeira vez senti
Doer meu peito, tanta a emoção!
 
Notei a coragem e a audácia do menino,
Deslocando-se  entre estrelas adormecidas...
 Minha alma de criança então se derreteu...
Amei de pronto àquele garoto...
E lhe tomei por meu herói...
 
Papai Noel olhou-me estranhamente...
E perguntou...
 
...A quem você atira beijos,
Se a meu redor não vejo ninguém...
Não vejo nada!?
 
Encabulada...
Senti meu rosto pegar fogo,
Mas tive que responder...!
 
...Papai Noel, eu apenas retribuo
Os beijos, a um guri solitário
Dirigindo seu trenó...
Tocando as renas para frente...!
 
Ah, Papai Noel...
O senhor poderia me fazer um favor...!?
 
...Faço sim... menininha...
O que você quer,
De que está precisando...?
 
...Eu gostaria que o senhor desse uma ordem
Às renas, para pararem no ar
No instante em que seu trenó
Cruzasse com o do menino,
E me ajudasse a pular para junto dele...!
 
Sinto falta de um amigo verdadeiro
Que queira brincar comigo!
Eu penso que nos conhecemos...
Parece-me que já brincamos
Em lindos quintais do ontem!
 
...Ah, minha criança linda...
Nesta vida tudo pode acontecer
Como num passe de mágica...!
 
Podemos mudar, transformar,
Partir, regressar, e recomeçar...
Porque o mundo dá muitas voltas!
 
Vamos combinar uma coisa...
Darei a você, como presente de Natal,
O menino lindo que lhe sopra beijos,
Seu trenó, as renas, e todas as caixas
De presentes que ele comprou...
À menina bonita que sempre amou!
 
A menina sem saber o que fazer...
A Papai Noel perguntou?
...Papai Noel... Oi, Papai Noel...
E, eu... que presente lhe dou?
 
Sorrindo, Papai Noel respondeu...
...Dá-lhe somente seu amor...
Você é o presente que ele sempre esperou...!
 
Minha mãe colocou os lábios
Em minha testa...
Dizendo em surdina a meu pai...
 
...Querido...  Que bom... A febre passou...!
 

NATAL DE LUZ E AMOR
Caio Amaral


Marco zero de uma vida que vem do céu e que irradia
O mundo aguarda a vinda de um presente muito especial
Reis Magos celebram o acontecimento com muita festa e alegria
É chegado a hora...é dia de Natal!

Estrela cadente de brilho intermitente percorre o Universo
Ilumina o ceu e chega à Terra em forma de luz
Cânticos angelicais são clamados em sinfonia na forma de prosa e verso
Anunciam o nascimento de nosso santo Menino Jesus

É o momento da confraternização universal e da alegria incontida
Unidos, de mãos dadas, vamos comemorar esta data tão sublime
Pois o amor de Jesus Cristo é luz que não permite o escurecer da vida

A expressão viva do amor é o Natal...vamos vive-lo a cada segundo
O tempo é de paz, de carinho e de fraternidade
Natal é luz de amor que brilha e clarea o mundo



Em destaque por Anna Paes às 22h23
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Para onde se vai...

 

o primeiro sonho,

cada pensamento,

 gesto terno

e olhar de compreensão;

o segredo no ouvido

-  ou escondido ;

o toque da mão,

cada   sentimento

e  intenção,

alegria  e dor de amor

vivida

- ou não;

cada  conquista, diploma,

desencanto,

espera,

tropeço e vitória;

cada magia,

tremor e rodopio

de orgasmo,

entre tempos de solidão

e marasmo...

 

Para onde,

quando em um último suspiro

a vida...

se esvai?

Lourdinha Biagioni® 

 

 


Em destaque por Anna Paes às 18h15
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Sinto Voce Bem Perto
Sá de Freitas

Neste momento abraço a sua ausência,
Na penumbra da distância....
Mas sinto você como se estivesse em meus braços,
Ouvindo os compassos do meu coração.....
Sonho você tão perto,
Que posso sentir seu hálito,
O estremecer do seu corpo,
A maciez de seus cabelos...
E Sussurro aos seus ouvidos,
Um poema de amor,
Um verso de saudade,
Enquanto nossos beijos,
Vão confirmando o nosso querer.
Sinto você tão perto...tão perto,
Que não acredito mais na ausência,
Que tenta separar o inseparável.

 Sá de Freitas



IMPOSSÍVEL É....

Impossível não fazer poema
ao sonhar com teu sorriso lindo,
teus olhos que cintilam.

Impossível não fazer poema
ao sentir o toque
dos teus dedos
a deslizarem suavemente
sobre minha pele sensível.

Impossível não fazer poema
quando estremeço
ao sentir tua energia
misturando-se a minha sinergia.

Ah! que poema lindo
é o amor que sinto por ti.

Impossível não escreve-lo
ao descrever-me entregue
em teus braços, sufocada
por teus beijos sedutores,
sentindo tua saliva
misturando-se
a minha seiva doce.

Ah! impossível
restringir-me do prazer
de escrever VOCÊ , rabiscando
o furor do teu amor
no meu corpo pedinte...

Impossível não te fazer
poeta dos meus
sonhos proibidos!

©Arlete Maria
 


A PRAIA DOS DESEJOS
Jorge Linhaça

Foi ao som do marulhar das ondas incessantes
que nos deixamos levar pela paixão crescente
Suaves prelúdios de um amor assim tão nascente
Nossos beijos ansiosos, trocados a cada instante

Espiava-nos a lua altiva, argêntea alcoviteira
Embarcamos no veleiro do amor, sem receios
Realizando de nossas almas e corpos os anseios
Entregamos-nos a nossas doces brincadeiras

Velejamos em plena tempestade da paixão acometida
deixando as velas içadas aos ventos do nosso desejo
Navegamos por águas profundas, desconhecidas

Mergulhamos na doçura e lascívia de nosso beijos
A água do mar a nos recobrir de uma nova vida
e as estrelas, brilhantes no céu, como nosso cortejo



TÃO PERTO DO SIM

Sim... não te direi do meu amor,
Porquanto sujeitar-te não devo,
Mas se eu o pudera supor,
Então dir-te-ia da manhã seu enlevo;

E rosas perfumadas e narcisos d’água,
Teus olhos verde-cinza nos meus olhos...
E no ninho dos teus lábios sem mágoa,
Borboletas nascidas aos molhos.

Sim… não te direi do meu amor!
E mesmo que eu o quisera supor,
Como supor o que não tem supor aqui?

Bóiam meus pensamentos a cada instante,
E o meu vulto é triste e errante,
Por saber-te já tão longe de mim.

Jorge Humberto



In memoriam
elisasantos

 As ondas  do  teu olhar me  batiam fortes
 Sol  impiedoso , sombra providencial ,
 Corpos sensíveis
Nenhuma  palavra..Olhares de urgência,
 Teu olhar ... meu  desconserto

Conduzida minha mão até os saltos do teu coração 
Momento não apenas mágico... Pintura em minha memória
Nas primeiras sensações , o encantamento
Consegui, alcançá-lo sem nenhum pensamento 
Um conceito  findo...  o tempo? Inexistente.   

A grandeza  daqueles instantes breves, foge-me
 Nem todas as palavras, de todas as línguas da terra,
 Traduzem-no, o encantamento ou intensidade
As expressões, indizíveis
 Numa escalada... desconhecimento e revelação

 Instintos  primitivos, solitário e suficiente guia
Os últimos abalos  mais devastadores
Sem conceitos ou consciência
Só sentidos...  fervilhantes todo o tempo

Graças à persistência deles, tantos anos depois,
Teimo reconstitui-los em pensamentos
 Momentos raros, sentidos mais ágeis do que a razão

Não sei dele, nem, ao certo, de suas sensações,
Mas nunca vivi tão intensamente como ali

 A saudade ...essas lembranças  não doem
Mais do que qualquer   ação  presente
Aproximam-me muito mais da vida. 

elisasantos



O  meu grito
Lídia Eugénia

O meu grito...
por que ele não sai?
O que diria ou gritaria?
 Rouco?
Louco?
Sufocado?
Ensimesmado?
Recolhido?
Mas .... e dai?
Que saia, que vá para o além...
Que  seja afinal um amém!
Estas sensações
só assim...
De coisas, de pessoas que sumiram
Que partiram...
Estas  tristes emoções,
com o meu grito liberto,
 o peito livre e aberto...
Teriam  afinal um fim.

 
 
ANO DE PAZ
Luiza Porto
 
Um ano de Paz
que o amor possa reinar
sem preconceitos de raça
ou de cor.
Que o Senhor possa
sentir que os homens
tentarão de alguma forma
agir a sua vontade.
Que a minha Paz
seja a tua Paz
e que juntos, faremos
um corrente de elos de
AMOR....

Em destaque por Anna Paes às 17h51
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A minha poesia

A minha poesia
(OlhosDe£in¢e)
 
A minha poesia
É a alma desnuda
É o choro sem soluço
É  a rosa em botão
É a vida sendo vivida.
 
A minha poesia
Não precisa de rima
Precisa somente
Das emoções dos sentimentos
Alojados neste meu sensível coração.
 
A minha poesia
É o diamante bruto
Incrustado em minha alma
Lapidando-se dia-a-dia....
 
A minha poesia
É o espelho  da minha visão
É o cheiro da natureza
É o leito da água doce ou salgada
É o céu em seus matizes
 
Minha poesia
É o perfume de minha pele
É o momento de carícias
Trocadas em lençóis
Que guardam segredos de amor.

Minha poesia
É triste
Quando machucam meu coração
É terna e feliz
Quando amo e sou amada.

Minha poesia
É tudo que posso sentir
É o rastro que  se apaga
É o mar que me faz sonhar
É a saudade do que se foi
É a estrela a iluminar meu sonho
É a lua em desfile de gala.

A minha poesia
Sou eu
Na transparência
da minha alma.

Curitiba/Brasil
15/12/2006 às 3h10


Em destaque por Anna Paes às 19h53
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Corpos
Cássia Vicente

Sustenta a leveza que sente neste momento...
...nada mais próprio perante sentidos aguçados
em sentimentos trazidos de uma noite
em plena realização de almas amantes
chegando na madrugada de mãos dadas
num verdadeiro suspiro de amores inesgotáveis...

Passam-se as horas...
corpos agora separados...mas...
...mãos ainda sentem o calor da noite
olhos ainda reclamam presença
lábios ainda quentes entendem o riso solto
corpos continuam em chama ardente...

Sustentando a clareza de sentimentos
não resiste esperar mais...
...alcança a passos largos
os olhos do amante...
...buscando o corpo que compõe com o seu
a melodia do prazer presente

 DES...CIÊNCIA
Anna Paes
 
Já não te quero ardente
Nem errante
Tão pouco  navegante
Nem que me acompanhe em razantes!
 
Se não te importa o horizonte
Que motivo tem para afronte.. 
Se te apegas a um pesponte
Que te sirva de ponte!
 
Então, calado e soturno
A espreita se enfurna...
Não guarda sua urna !
 
Pois não é sua hora
Nem agora e nem na aurora...
So se fosse sem hora!


Girassóis
Armand Duval

Amarelo, amarelo
Gira, gira, gira o sol.
Amarelo cor primária
Mistura de verde e vermelho,
Espectro de cores.
Louco, Louco!
Espectro do homem no espelho.
Meu auto-retrato
pintado com as cores do arco íris
Em grandes pinceladas.
Corro entre os girassóis da tela,
Procuro-te naquele campo amarelo.
Perco-me nos teus lençóis
batemo-nos num duelo
até surgir o vermelho da paixão.
Durmo verde, acordo maduro
Presa fácil de minha loucura.

II
Pinto a vida com a cor da China,
China monárquica, imperial!
Poesia, minha alteza real,
Dá-me teu prazer e teu amor,
suculentos, como fruta madura
Colhida do pé,
Num outono qualquer.
Céu cinza do inverno,
Sem tua presença, hiberno.
  
III
Volta, traz o colorido da primavera.
Pinta-me com as cores do arco íris
multicolorido,
como este amor que me nutre
doloroso, dolorido
Quero ser o girassol
colocado no vaso
de cristal de sua vida
Sempre aberto
Enfeitando tua sala,
sempre virado para luz
de teu sorriso descoberto.

Ser poeta é ser diferente
Eugénio de Sá

Quem escreve, sabe bem, que a criação
É mais nobre com a alma amargurada
Mas se não se peça grandeza ao coração
Daquele que se condena à prostração
Não se enternece a mão que foi ferida pl’adága

A poesia é feita de ternura, de amor, de redenção
E, mesmo com a tristeza sufocada
A mão que a escreve não devolve a agressão
Porque o dom do poeta é feito de perdão
E do amor ao sonho, pelo sonho, e mais nada


NATAL, TEMPO DE REFLEXÃO
Sueli do Espírito Santo


Natal, tempo de reflexão
rever as coisas do coração
purificá-lo se preciso for
para que seja transformado
renovado será abençoado
e verás a vida com mais amor



Partícula de saudade
Schyrlei Pinheiro
O vazio saudoso é repleto de tantas lembranças,
que, em gotas, transbordam o sentido pela face.
 É difícil sentar-se  diante de uma cadeira vazia,
 ouvindo o silêncio não sorrir à mesa,
sem respostas visíveis ao bem querer,
que não pode dizer em palavras, Olá. 
Tudo à nossa volta,  parece igual,
 mas dentro de nós, o oco,
 insiste em sobreviver a dor.
 O eco amanhece, colorindo a  estrada;
 somos partículas desta saudade;
que sentimos, ela existe,
 e saberemos  um dia, o  por que
de só a luz ter o poder de clarear o universo,
sem nos permitir descobrir
 a força de sua iluminação,
que levanta as sombras,
deixando a brisa serenar como orvalho.
 Pensamentos, distantes, mas  unidos 
pelo infinito  amor,
que tudo vê,  e nos abraça
a cada suspiro,
abrindo as portas da inspiração
e as janelas do coração.


Em destaque por Anna Paes às 15h17
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Domingo antes de Natal...

SEM VOCÊ

Quem seria eu sem você
Além  de um errante sem paz, sem esperança,
A conversar com a sombra,
Projetada pela solidão?
Sem você eu seria um "nada"
E a dor seria o "tudo",
Quem seria eu sem o calor de seus beijos,
Sem o toque mágico de suas mãos,
Sem seu ombro amigo que me ampara
Nos momentos de tristeza?
Eu e você, somos um em dois
E dois em um.
Duas taças e dois licores, Licores com sabores diferentes,
Mas que, misturados, trazem o gosto
Gostoso do amor,
Servidos no banquete de nossos corações.

Sá de Freitas


Desarmonia.
 
 
Por que tentas essa sutil evasiva?
Semeando-me desgosto, e lágrima.
Para clemência do cruel estigma.
Cizânia minha nesta curta vida.
 
Porque se já há tanto vazio,
Sem ti, será apenas solidão.
Peso excessivo para um coração,
Batendo num peito tão frio.
 
De onde recordações saíram.
Bem aonde lembranças fustigam.
No morto silêncio que fizeram.
 
Pois, sobreviver a esse desamor,
Será necessário sentir toda dor,
A dolorida morte no meio da vida. 
Gerson F. Filho.



Escreva-me...
Faz de mim um instrumento... Sedento...
Seu homem...
Que procura o caminho de teu céu, de tua boca...
E louca se desalinha...
Mostra-me o caminho...
O seu caminho...
Faz-me Baco, que em teu cálice sacia os desejos...
Seu beijo...
Ilumina-me...
Minha mulher...

"Cadú Prianti"




O PÁSSARO
Sandra Mamede
 
O passarinho chorava
Ouvi seu pranto a gritar
Pedia-me:”- Abra a porta!
Quero ser livre...V O A R"
 
Olhando com emoção
Quis então ele ajudar
Pois o meu grande desejo
Era ele libertar
 
Mas longe estava de mim
E a mim não pertencia
E a distância qu'eu estava
De o soltar me impedia
 
Ele rogava:”- Solta-me,
Quero ao céu voltar,
Estou aqui prisioneiro
Esse não é meu lugar
 
Meu lugar é solto ao vento
Livre sempre pra voar
Nos galhos das grandes árvores
No ar, no céu e no mar
 
Se aqui continuar
Não vou conseguir viver
Pois dentro dessa prisão
Só faço entristecer
O meu canto é só tristeza
Sei que logo vou morrer".



AINDA QUE SEJA TARDE
Cleide Canton

Ainda que seja tarde para o seu sorriso
ou que seus braços não queiram erguer-se
para seu abraço de amizade,
ou que as decepções tenham superado
 as alegrias do ano que já se finda,
mesmo assim,
não esqueça de elevar sua prece
para agradecer a Deus
por ter presenteado o mundo
com o homem chamado Jesus.
Não importa a sua crença,
como O vês ou como O sentes
ou se ignoras totalmente os seus feitos.
Não importa
se o tens como Deus, como filho de Deus,
como uma pessoa da Trindade Divina
ou como irmão bendito.
Importa o seu agradecimento
pelo amor que ele dedicou ao homem,
pelos seus incontestáveis atos de solidariedade,
pelos sábios ensinamentos que nos legou.
Importa, sim,
um gesto de reconhecimento
pela sua iluminada passagem pela terra.
Não importa
se quer ou não presentear alguns,
se quer ou não uma ceia aprimorada,
um presépio
ou uma árvore iluminada.
O que importa, realmente,
é que reconheça
que houve um Jesus
que provou amar a Humanidade,
que distribuiu esperanças,
que viveu pregando as suas verdades
e morreu por elas.
Nada mais justo
do que dedicar-lhe: ou uma festa,
por mais simples que ela seja,
ou apenas uma prece de agradecimento.
Importa o gesto!
Afinal,
quem sabe se,
permitindo o renascer
do amor de Jesus em cada coração,
as virtudes não retomem o caminho correto,
os vícios não se revistam de tantos disfarces
e a verdade venha a ser novamente universal.
Renascer
pode ser
o caminho mais curto
para a Paz!
Então,
neste Natal,
eu lhe desejo
luz para enxergar o caminho da verdade,
força e coragem para mudar
e muito amor
para que tudo aconteça naturalmente.
Doe um pouquinho de você
para Alguém que deu a vida por você.
Ele merece!



segredos de alcova
líria porto

cobre o leito do rio
um lençol de água
ornado à cabeceira
por flores miúdas

a noiva é a lua
que nele se deita
camisola de estrelas
em noite de núpcias

tudo é tão bonito
ninguém acredita
o mar entra no rio
a lua se engravida

a barriga cresce
nasce o luar
o sol dorme tranqüilo
nem pensa em dna




Age, Agora!


       Age, agora!
Tua ação pode ser o raiar as claras da alvorada,
Tua omissão será como o escurecer de uma
Misteriosa tristeza de uma noite sem estrelas...
 
Age, agora!
Teu agir será como uma sinfonia dos ventos nordestes,
E não o soluço das brisas sem alento!
 
Age, agora!
Teu grito de alerta acordará os adormecidos,
Que sentirão o mesmo medo e dirão:
Pobre Terra, Pobre Humano!
 
Age, agora!
Pois a paz se realiza na caridade,
Ela se firma na bondade,
Ela leva em si a esperança
Que tanto nos falta!
 
Age, agora!
A indiferença e o desamor matam!
Se tens a Paz,
Age, agpra!
Não sonhes com o amanhã,
Pois o hoje é agora...

 Delasnieve Daspet – 19-10-06



Temporada de Sonhos
-Tahyane Rangel-

Está aberta a temporada de sonhos.
Impossível não ver, improvável  não desejar...
Luzes envolventes, incandescentes,
fluorescentes, convidam indecentes
Em tudo há um brilho tentador
Brilha os olhos no outdoor
Pulsa o coração no ritmo acelerado
do  brilho das vitrines convidativas.
Quem vai querer estes sonhos?
Quem os pode comprar?
Tem para todo preço e ambição
Não há  limites para a visão.
Sonhos altos, até onde as mãos não podem alcançar
 Há limites para querer, mas não para sonhar.
A criança olha, adormece e sonha.
Acorda no dia seguinte e vê
que tudo não passou de um sonho!
a rebordosa sempre deprime,
mas continua, porque
para viver é preciso sonhar!



UM PEDIDO
      Milamarian

Sê dançarino em meus varais
sorve este coração em pedaços
resvala as sedas do triste compasso
colore a última face destes vitrais.

Nutre poesia no semblante de Eva
mostra o abrigo de tua paixão
arranca a erva daninha em difusão
nos mosteiros sagrados em ceva.

Floreia este caminho de esperança
até mesmo um fino grão de areia
      mas não mais a triste lembrança.

Faze do teu conhecido o meu asilo
e permaneço então para mais uma ceia
 no sagrado púlpito onde jubilo.



Em destaque por Anna Paes às 13h05
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.::Sobre Mim::.


Eu sou Anna Paes, moro em Brasília, nasci em Itumbiara - Goiás. Criei o Poesia Em Destaque para prestar uma singela homenagem aos Amigos e Poetas que chegam em minha telinha todos os dias.
Então este Blog é SEU, é NOSSO! Obrigada e sejam
::.bem vindos.::
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Com(passo)
Anna Paes

Escrevo
Enquadro
Apago

Abr)o( com(passo)
)lento(
Giro

Num esquadro
90 graus
Encho o espaço
Traço

Desisto
Não é isto.
Apago

Recomeço

Num com(passo) aberto
360 graus
Revejo...
Que traçado indecente!
Não apago!

Giro
(É a vida...
Em círculos... sem fim!)


***


Graves e Agudos..
(Tanto mar a nos separar!)
Anna Paes


Em algum lugar
Meus olhos encontram os teus.
Neste lugar recebemos
As bênçãos de Deus.


Em algum lugar
Nossas mãos se procuram
Em carícias demoradas
Sentimos nosso corpo vibrar.


Em algum lugar
No tempo presente
A distancia desaparece,
A ausência não existe.


Nossos corações batem uníssonos,
Uma suave melodia
Em sol maior.


A natureza se enche de poesia,
No ar espalha a melodia
Entre graves e agudos gemidos,
É o hino da vida.


Em algum lugar
Hás de me encontrar
Juntos dançaremos nossa melodia,
Não será mais simples fantasia.


Meus olhos serão espelho
De teus desejos,
Teus olhos o reflexo do meu amor.


Neste mar de sentimentos
Vem nadar... Vem amar...
Até se cansar.

Anna Paes




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