
SABE, DEUS...
Luiz Poeta ( sbacem - rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Às 19 h e 3 min do dia 14 de abril de 2006 do Rio de Janeiro
Sabe, Deus...
No fundo, todos nós, os seres humanos, somos muito frágeis,
carentes e dependentes uns dos outros.
Quando estamos doentes
e nossa dor é principalmente espiritual,
é que percebemos o quanto somos semelhantes,
porque a nossa fragilidade se revela mais ainda
e passamos o ver o mundo de uma maneira mais humana,
mais humilde, mais igualitária...
Entretanto, Deus,
quando o pensamento de um ou mais dos nossos irmãos penetra na
sensibilidade dos nossos mais sublimes silêncios, há uma comunhão entre nós
que inevitavelmente nos leva ao rumo da oração
para que todos sejamos abençoadamente felizes
e possamos recuperar a garra de lutar,
a audácia de conquistar,
a sublimação de viver à luz do teu amor.
Sabe, Deus, teu filho só morre quando morre a nossa fé,
por isso estou unindo o meu amor ao amor do meu irmão nesta oração.
Obrigado, Deus, por permitires que a minha vida
faça parte da vida dessa abençoada pessoa que me lê agora
e que, a partir deste instante,inequivocamente,
superará todos os seus obstáculos
e será abençoadamente feliz
e ressurreta de todas as suas dores como o teu filho:
Jesus Cristo.
Obrigado, Deus, por mais esta vitória do meu irmão, da minha irmã e
de todas as pessoas que fazem parte da minha vida.

NATAL DE LUZ E AMOR
Caio Amaral
Marco zero de uma vida que vem do céu e que irradia
O mundo aguarda a vinda de um presente muito especial
Reis Magos celebram o acontecimento com muita festa e alegria
É chegado a hora...é dia de Natal!
Estrela cadente de brilho intermitente percorre o Universo
Ilumina o ceu e chega à Terra em forma de luz
Cânticos angelicais são clamados em sinfonia na forma de prosa e verso
Anunciam o nascimento de nosso santo Menino Jesus
É o momento da confraternização universal e da alegria incontida
Unidos, de mãos dadas, vamos comemorar esta data tão sublime
Pois o amor de Jesus Cristo é luz que não permite o escurecer da vida
A expressão viva do amor é o Natal...vamos vive-lo a cada segundo
O tempo é de paz, de carinho e de fraternidade
Natal é luz de amor que brilha e clarea o mundo
Para onde se vai...
o primeiro sonho,
cada pensamento,
gesto terno
e olhar de compreensão;
o segredo no ouvido
- ou escondido ;
o toque da mão,
cada sentimento
e intenção,
alegria e dor de amor
vivida
- ou não;
cada conquista, diploma,
desencanto,
espera,
tropeço e vitória;
cada magia,
tremor e rodopio
de orgasmo,
entre tempos de solidão
e marasmo...
Para onde,
quando em um último suspiro
a vida...
se esvai?
Lourdinha Biagioni®




TÃO PERTO DO SIM
Sim... não te direi do meu amor,
Porquanto sujeitar-te não devo,
Mas se eu o pudera supor,
Então dir-te-ia da manhã seu enlevo;
E rosas perfumadas e narcisos d’água,
Teus olhos verde-cinza nos meus olhos...
E no ninho dos teus lábios sem mágoa,
Borboletas nascidas aos molhos.
Sim… não te direi do meu amor!
E mesmo que eu o quisera supor,
Como supor o que não tem supor aqui?
Bóiam meus pensamentos a cada instante,
E o meu vulto é triste e errante,
Por saber-te já tão longe de mim.
Jorge Humberto
In memoriam
elisasantos
As ondas do teu olhar me batiam fortes
Sol impiedoso , sombra providencial ,
Corpos sensíveis
Nenhuma palavra..Olhares de urgência,
Teu olhar ... meu desconserto
Conduzida minha mão até os saltos do teu coração
Momento não apenas mágico... Pintura em minha memória
Nas primeiras sensações , o encantamento
Consegui, alcançá-lo sem nenhum pensamento
Um conceito findo... o tempo? Inexistente.
A grandeza daqueles instantes breves, foge-me
Nem todas as palavras, de todas as línguas da terra,
Traduzem-no, o encantamento ou intensidade
As expressões, indizíveis
Numa escalada... desconhecimento e revelação
Instintos primitivos, solitário e suficiente guia
Os últimos abalos mais devastadores
Sem conceitos ou consciência
Só sentidos... fervilhantes todo o tempo
Graças à persistência deles, tantos anos depois,
Teimo reconstitui-los em pensamentos
Momentos raros, sentidos mais ágeis do que a razão
Não sei dele, nem, ao certo, de suas sensações,
Mas nunca vivi tão intensamente como ali
A saudade ...essas lembranças não doem
Mais do que qualquer ação presente
Aproximam-me muito mais da vida.
elisasantos

O meu grito
Lídia Eugénia
O meu grito...
por que ele não sai?
O que diria ou gritaria?
Rouco?
Louco?
Sufocado?
Ensimesmado?
Recolhido?
Mas .... e dai?
Que saia, que vá para o além...
Que seja afinal um amém!
Estas sensações
só assim...
De coisas, de pessoas que sumiram
Que partiram...
Estas tristes emoções,
com o meu grito liberto,
o peito livre e aberto...
Teriam afinal um fim.

A minha poesia
(OlhosDe£in¢e)
A minha poesia
É a alma desnuda
É o choro sem soluço
É a rosa em botão
É a vida sendo vivida.
A minha poesia
Não precisa de rima
Precisa somente
Das emoções dos sentimentos
Alojados neste meu sensível coração.
A minha poesia
É o diamante bruto
Incrustado em minha alma
Lapidando-se dia-a-dia....
A minha poesia
É o espelho da minha visão
É o cheiro da natureza
É o leito da água doce ou salgada
É o céu em seus matizes
Minha poesia
É o perfume de minha pele
É o momento de carícias
Trocadas em lençóis
Que guardam segredos de amor.
Minha poesia
É triste
Quando machucam meu coração
É terna e feliz
Quando amo e sou amada.
Minha poesia
É tudo que posso sentir
É o rastro que se apaga
É o mar que me faz sonhar
É a saudade do que se foi
É a estrela a iluminar meu sonho
É a lua em desfile de gala.
A minha poesia
Sou eu
Na transparência
da minha alma.
Curitiba/Brasil
15/12/2006 às 3h10



Corpos
Cássia Vicente
Sustenta a leveza que sente neste momento...
...nada mais próprio perante sentidos aguçados
em sentimentos trazidos de uma noite
em plena realização de almas amantes
chegando na madrugada de mãos dadas
num verdadeiro suspiro de amores inesgotáveis...
Passam-se as horas...
corpos agora separados...mas...
...mãos ainda sentem o calor da noite
olhos ainda reclamam presença
lábios ainda quentes entendem o riso solto
corpos continuam em chama ardente...
Sustentando a clareza de sentimentos
não resiste esperar mais...
...alcança a passos largos
os olhos do amante...
...buscando o corpo que compõe com o seu
a melodia do prazer presente

DES...CIÊNCIA
Anna Paes
Já não te quero ardente
Nem errante
Tão pouco navegante
Nem que me acompanhe em razantes!
Se não te importa o horizonte
Que motivo tem para afronte..
Se te apegas a um pesponte
Que te sirva de ponte!
Então, calado e soturno
A espreita se enfurna...
Não guarda sua urna !
Pois não é sua hora
Nem agora e nem na aurora...
So se fosse sem hora!

Girassóis
Armand Duval
Amarelo, amarelo
Gira, gira, gira o sol.
Amarelo cor primária
Mistura de verde e vermelho,
Espectro de cores.
Louco, Louco!
Espectro do homem no espelho.
Meu auto-retrato
pintado com as cores do arco íris
Em grandes pinceladas.
Corro entre os girassóis da tela,
Procuro-te naquele campo amarelo.
Perco-me nos teus lençóis
batemo-nos num duelo
até surgir o vermelho da paixão.
Durmo verde, acordo maduro
Presa fácil de minha loucura.
II
Pinto a vida com a cor da China,
China monárquica, imperial!
Poesia, minha alteza real,
Dá-me teu prazer e teu amor,
suculentos, como fruta madura
Colhida do pé,
Num outono qualquer.
Céu cinza do inverno,
Sem tua presença, hiberno.
III
Volta, traz o colorido da primavera.
Pinta-me com as cores do arco íris
multicolorido,
como este amor que me nutre
doloroso, dolorido
Quero ser o girassol
colocado no vaso
de cristal de sua vida
Sempre aberto
Enfeitando tua sala,
sempre virado para luz
de teu sorriso descoberto.

Ser poeta é ser diferente
Eugénio de Sá
Quem escreve, sabe bem, que a criação
É mais nobre com a alma amargurada
Mas se não se peça grandeza ao coração
Daquele que se condena à prostração
Não se enternece a mão que foi ferida pl’adága
A poesia é feita de ternura, de amor, de redenção
E, mesmo com a tristeza sufocada
A mão que a escreve não devolve a agressão
Porque o dom do poeta é feito de perdão
E do amor ao sonho, pelo sonho, e mais nada

NATAL, TEMPO DE REFLEXÃO
Sueli do Espírito Santo
Natal, tempo de reflexão
rever as coisas do coração
purificá-lo se preciso for
para que seja transformado
renovado será abençoado
e verás a vida com mais amor

Partícula de saudade
Schyrlei Pinheiro
O vazio saudoso é repleto de tantas lembranças,
que, em gotas, transbordam o sentido pela face.
É difícil sentar-se diante de uma cadeira vazia,
ouvindo o silêncio não sorrir à mesa,
sem respostas visíveis ao bem querer,
que não pode dizer em palavras, Olá.
Tudo à nossa volta, parece igual,
mas dentro de nós, o oco,
insiste em sobreviver a dor.
O eco amanhece, colorindo a estrada;
somos partículas desta saudade;
que sentimos, ela existe,
e saberemos um dia, o por que
de só a luz ter o poder de clarear o universo,
sem nos permitir descobrir
a força de sua iluminação,
que levanta as sombras,
deixando a brisa serenar como orvalho.
Pensamentos, distantes, mas unidos
pelo infinito amor,
que tudo vê, e nos abraça
a cada suspiro,
abrindo as portas da inspiração
e as janelas do coração.

SEM VOCÊ
Quem seria eu sem você
Além de um errante sem paz, sem esperança,
A conversar com a sombra,
Projetada pela solidão?
Sem você eu seria um "nada"
E a dor seria o "tudo",
Quem seria eu sem o calor de seus beijos,
Sem o toque mágico de suas mãos,
Sem seu ombro amigo que me ampara
Nos momentos de tristeza?
Eu e você, somos um em dois
E dois em um.
Duas taças e dois licores, Licores com sabores diferentes,
Mas que, misturados, trazem o gosto
Gostoso do amor,
Servidos no banquete de nossos corações.
Sá de Freitas
Desarmonia.
Por que tentas essa sutil evasiva?
Semeando-me desgosto, e lágrima.
Para clemência do cruel estigma.
Cizânia minha nesta curta vida.
Porque se já há tanto vazio,
Sem ti, será apenas solidão.
Peso excessivo para um coração,
Batendo num peito tão frio.
De onde recordações saíram.
Bem aonde lembranças fustigam.
No morto silêncio que fizeram.
Pois, sobreviver a esse desamor,
Será necessário sentir toda dor,
A dolorida morte no meio da vida.
Gerson F. Filho.

Escreva-me...
Faz de mim um instrumento... Sedento...
Seu homem...
Que procura o caminho de teu céu, de tua boca...
E louca se desalinha...
Mostra-me o caminho...
O seu caminho...
Faz-me Baco, que em teu cálice sacia os desejos...
Seu beijo...
Ilumina-me...
Minha mulher...
"Cadú Prianti"

O PÁSSARO
Sandra Mamede
O passarinho chorava
Ouvi seu pranto a gritar
Pedia-me:”- Abra a porta!
Quero ser livre...V O A R"
Olhando com emoção
Quis então ele ajudar
Pois o meu grande desejo
Era ele libertar
Mas longe estava de mim
E a mim não pertencia
E a distância qu'eu estava
De o soltar me impedia
Ele rogava:”- Solta-me,
Quero ao céu voltar,
Estou aqui prisioneiro
Esse não é meu lugar
Meu lugar é solto ao vento
Livre sempre pra voar
Nos galhos das grandes árvores
No ar, no céu e no mar
Se aqui continuar
Não vou conseguir viver
Pois dentro dessa prisão
Só faço entristecer
O meu canto é só tristeza
Sei que logo vou morrer".

AINDA QUE SEJA TARDE
Cleide Canton
Ainda que seja tarde para o seu sorriso
ou que seus braços não queiram erguer-se
para seu abraço de amizade,
ou que as decepções tenham superado
as alegrias do ano que já se finda,
mesmo assim,
não esqueça de elevar sua prece
para agradecer a Deus
por ter presenteado o mundo
com o homem chamado Jesus.
Não importa a sua crença,
como O vês ou como O sentes
ou se ignoras totalmente os seus feitos.
Não importa
se o tens como Deus, como filho de Deus,
como uma pessoa da Trindade Divina
ou como irmão bendito.
Importa o seu agradecimento
pelo amor que ele dedicou ao homem,
pelos seus incontestáveis atos de solidariedade,
pelos sábios ensinamentos que nos legou.
Importa, sim,
um gesto de reconhecimento
pela sua iluminada passagem pela terra.
Não importa
se quer ou não presentear alguns,
se quer ou não uma ceia aprimorada,
um presépio
ou uma árvore iluminada.
O que importa, realmente,
é que reconheça
que houve um Jesus
que provou amar a Humanidade,
que distribuiu esperanças,
que viveu pregando as suas verdades
e morreu por elas.
Nada mais justo
do que dedicar-lhe: ou uma festa,
por mais simples que ela seja,
ou apenas uma prece de agradecimento.
Importa o gesto!
Afinal,
quem sabe se,
permitindo o renascer
do amor de Jesus em cada coração,
as virtudes não retomem o caminho correto,
os vícios não se revistam de tantos disfarces
e a verdade venha a ser novamente universal.
Renascer
pode ser
o caminho mais curto
para a Paz!
Então,
neste Natal,
eu lhe desejo
luz para enxergar o caminho da verdade,
força e coragem para mudar
e muito amor
para que tudo aconteça naturalmente.
Doe um pouquinho de você
para Alguém que deu a vida por você.
Ele merece!

segredos de alcova
líria porto
cobre o leito do rio
um lençol de água
ornado à cabeceira
por flores miúdas
a noiva é a lua
que nele se deita
camisola de estrelas
em noite de núpcias
tudo é tão bonito
ninguém acredita
o mar entra no rio
a lua se engravida
a barriga cresce
nasce o luar
o sol dorme tranqüilo
nem pensa em dna

Age, Agora!
Age, agora!
Tua ação pode ser o raiar as claras da alvorada,
Tua omissão será como o escurecer de uma
Misteriosa tristeza de uma noite sem estrelas...
Age, agora!
Teu agir será como uma sinfonia dos ventos nordestes,
E não o soluço das brisas sem alento!
Age, agora!
Teu grito de alerta acordará os adormecidos,
Que sentirão o mesmo medo e dirão:
Pobre Terra, Pobre Humano!
Age, agora!
Pois a paz se realiza na caridade,
Ela se firma na bondade,
Ela leva em si a esperança
Que tanto nos falta!
Age, agora!
A indiferença e o desamor matam!
Se tens a Paz,
Age, agpra!
Não sonhes com o amanhã,
Pois o hoje é agora...
Delasnieve Daspet – 19-10-06

Temporada de Sonhos
-Tahyane Rangel-
Está aberta a temporada de sonhos.
Impossível não ver, improvável não desejar...
Luzes envolventes, incandescentes,
fluorescentes, convidam indecentes
Em tudo há um brilho tentador
Brilha os olhos no outdoor
Pulsa o coração no ritmo acelerado
do brilho das vitrines convidativas.
Quem vai querer estes sonhos?
Quem os pode comprar?
Tem para todo preço e ambição
Não há limites para a visão.
Sonhos altos, até onde as mãos não podem alcançar
Há limites para querer, mas não para sonhar.
A criança olha, adormece e sonha.
Acorda no dia seguinte e vê
que tudo não passou de um sonho!
a rebordosa sempre deprime,
mas continua, porque
para viver é preciso sonhar!
UM PEDIDO
Milamarian
Sê dançarino em meus varais
sorve este coração em pedaços
resvala as sedas do triste compasso
colore a última face destes vitrais.
Nutre poesia no semblante de Eva
mostra o abrigo de tua paixão
arranca a erva daninha em difusão
nos mosteiros sagrados em ceva.
Floreia este caminho de esperança
até mesmo um fino grão de areia
mas não mais a triste lembrança.
Faze do teu conhecido o meu asilo
e permaneço então para mais uma ceia
no sagrado púlpito onde jubilo.
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