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Assombração...
J.J. Oliveira Gonçalves

Por que esta Sina, assim: compor soneto
As imagens jorrando em minha mente?
Por que meu verso é triste – e não contente?
E esta rima parida em branco e preto?

Por que as cores da Vida – tão luzentes
São cores dark, góticas, sombrias?
Por que a Alma a transbordar – as mãos vazias
E estas idéias duras - inclementes?

Ah... por que estas metáforas caídas
Folhas perdidas, (rotas!), pelo chão
Sopradas pelo Vento em sua canção?

Ah... e estas Musas tão apetecidas
Serão as mesmas Musas condoídas
Quando eu virar, enfim, assombração?

***

 

LUCIA TRIGUEIRO

Angústia que assola  tormento
que não alivia sofrimento
só simplesmente só

***

Minha Catanduva Florida!
Ógui Lourenço Mauri


As flores chegam à "Cidade-Feitiço"...
Até que, enfim, termina a longa espera!
Setembro agoniza, já é Primavera
Com seus novos ares que não desperdiço.

Que linda, minha Catanduva florida!
Fascinam-me os matizes de seus ipês,
Uma pictorial paisagem que Deus fez
Em todo o traçado da longa avenida.

Catanduva se refaz na Primavera...
Cada ângulo é um cartão-postal,
A cidade é uma pintura natural,
Seu colorido ganha a ionosfera.

A brisa que respiro na Primavera
Coloca-me na fronteira do delírio;
Nos jardins, suas flores são um colírio
Saído de onde a Natureza impera.

Reina de novo a "Estação das Flores!
Valeu aguardar... É a felicidade!
Novos fluídos envolvem a cidade;
Nos romances, beijos com outros sabores!
Ógui Lourenço Mauri

***

ELEGIA TOTAL

EL, que sabe que no me perdería
en la tremenda oscuridad del alma
si no tuviera el sol de su alegría

El, que es la canción en mi agonía
de mi querella a su destino atada
bien comprende la luz de mi porfía

El, que es todo amar yo lo diría
con mi lengua vencida en sus riveras
sabe por qué sollozo bajo el día

El, que floreció en los litorales
trágicos de mi sangre a la deriva
sabe porque mis golfos terrenales

El, por quién la lágrima es un canto
y el silencio es el agua que me lleva
sabe porque deliro en mi quebranto

El, que del azul mi lago riela
con el diamante de mi dsvarío
sabe por qué me quema la candela

El, que en la clausura de la noche
vendimia en el lagar de los luceros
sabe por qué mi bárbaro derroche

El que me enseña la melodía
en el piano sin fin de su palabra
sabe por qué grito en esta elegía

El por quién me llamo lejanía
a la hora del alba y del crepúsculo
sabe por qué le nombro poesía

El, sangre de herida en mi no vertería
ceguera de lujuria entre amantes
por quién me sé ceniza al otro día

El por quién la sombra no se diera
en alturas de pan en mi colina
¡y yo por EL nunca me muriera!

©VICTORIA LUCIA ARISTIZABAL©

***

        OS OLHOS DE QUEM AMA

Pode-se descobrir nos olhos de quem ama,
A luz que brilha intensa e faz-se cristalina,
Mostrando a alma toda a se envolver na chama,
De uma paixão imensa e forte
que domina.
Força instintiva essa, n'alma adormecida,
Que, ao despertar se agita, cresce e se reponta
Do coração, e muda inteira a nossa vida.
Fazendo a mente, em sonhos,
flutuar sem conta.
E assim o olhar de quem se entrega totalmente
À força da paixão, se expande livremente ,
Rompendo da tristeza
o triste e negro véu.
Porque depois que o amor no coração desperta,
Agente se transforma e vive igual poeta,
Olhando para o mundo
e vislumbrando o Céu.

 Sá de Freitas

***

Não Direi Que Te Amo
JB Xavier e Fernanda Guimarães


Não direi que te amo
Porque está além da palavra
A magia do que sinto...
Nada falarei do desejo que dobro
Entre os gemidos amordaçados
Tentando conter o grito de saudade
Que insiste em afligir meus pensamentos
Quando minha boca sonha-se
Ao alcance do teu beijo

Não direi que te amo
Porque transcendes o universo!
E é tua a emoção ainda não declarada,
Expressa timidamente nos versos
Que te ofereço...
E assim, nos desvairados universos
Dessa embriaguez
Oferto-te meu corpo vestido de nudez
Que anseia os sussurros das tuas mãos.

Não direi que te amo
Porque não bastaria a tudo o que te sinto,
Mesmo que em todos os tempos esse verbo eu conjugasse!
É que há mais de ti escrito em mim
Do que poderias ler até o fim da eternidade...
És a linha magnética da minha existência,
Meu Norte, meus pontos cardeais,
Rosa dos ventos, minha única direção...
E quando nem te percebes presente
Achando-te ausência, talvez distância,
Estou sempre perto de teu coração...
E nessas partidas e chegadas, encontras-me sorrindo,
Porque é sempre para ti que estou indo

Não direi que te amo
Já que és de mim o mistério, o segredo
Que me soletra até em meus silêncios
És o pulsar das sílabas do meu coração.
Tudo em ti é alquimia,
É voragem!
É magia!
Deslumbramento onde se regala
Minha fome de amor,
Oásis de carícias, onde, sob a luz da lua,
Corre a fonte sôfrega da minha entrega
Em que sacio minha sede com a tua.

***

Resgatando a Alma !
Maria Thereza Neves


Desperto a noite
 perco-me em vultos
nos mantos da lua
 atrás da porta do mundo
nas toscas formas violentas de magias
a fragmentar o brilho dos girassóis...


Não lamentarei o que tocou-me fundo
não indagarei mais o amanhã
desfazendo-me em gemidos tristes
 viverei o ardor do sol
  galgando os ramos dos dias...


Amplio lentes do coração
olhos invisíveis, grudados na alma
apago marcas das máscaras
desertando medos e sombras
escorridos nos versos do destino.


Guardo comigo a poesia
 respirando livres lembranças
 embalando saudades
que não esqueceram
de mim em mim.

***

Pessoa errada
Assis


Todo dia acordo
Com a pessoa errada
Em vez de mudar tudo
E tentar outra vida
Faço sexo com ela

Tomo um banho
Vou trabalhar
Pois preciso sustentar a familia
De noite retorno , vejo teve
Depois que ela dorme ,me deito

Faço uma curta oração
Agradecendo o dia que tive
A mulher que esta do meu lado
Os filhos e tudo mais
Fecho os olhos

E suplico que amanhã
Eu acorde com a pessoa certa
Mas isto não passa de um sonho
Um outro sonho que tenho
Do outro lado da cama

***

SENHA
Eliane Couto Triska


 Ponte longilínea, capturas do instante
fugidio... sutilezas da indivisibilidade.
Quer do passo  a correnteza ser passante
confluindo sentimentos que se sabem.
 
 Inaugurando um mundo, mund'outro
contemporizado na partida adiada.
Bela Veneza! Esse sentir tão louco
é o repouso... Nossa hora de chegada.

 Risos que se quebram, então que venha
o inventário da memória que pondera
 Desabotoando o abraço, que é a  senha,
a tanto  em mim guardado... Pudera!

Desejos sublimados... suspensão,
que o segredo abafado prometeu
à ponte inclinada em contrição,
entregar a ti... meu amor no teu!


 
 

Em destaque por Anna Paes às 21h35
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.::Sobre Mim::.


Eu sou Anna Paes, moro em Brasília, nasci em Itumbiara - Goiás. Criei o Poesia Em Destaque para prestar uma singela homenagem aos Amigos e Poetas que chegam em minha telinha todos os dias.
Então este Blog é SEU, é NOSSO! Obrigada e sejam
::.bem vindos.::
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Com(passo)
Anna Paes

Escrevo
Enquadro
Apago

Abr)o( com(passo)
)lento(
Giro

Num esquadro
90 graus
Encho o espaço
Traço

Desisto
Não é isto.
Apago

Recomeço

Num com(passo) aberto
360 graus
Revejo...
Que traçado indecente!
Não apago!

Giro
(É a vida...
Em círculos... sem fim!)


***


Graves e Agudos..
(Tanto mar a nos separar!)
Anna Paes


Em algum lugar
Meus olhos encontram os teus.
Neste lugar recebemos
As bênçãos de Deus.


Em algum lugar
Nossas mãos se procuram
Em carícias demoradas
Sentimos nosso corpo vibrar.


Em algum lugar
No tempo presente
A distancia desaparece,
A ausência não existe.


Nossos corações batem uníssonos,
Uma suave melodia
Em sol maior.


A natureza se enche de poesia,
No ar espalha a melodia
Entre graves e agudos gemidos,
É o hino da vida.


Em algum lugar
Hás de me encontrar
Juntos dançaremos nossa melodia,
Não será mais simples fantasia.


Meus olhos serão espelho
De teus desejos,
Teus olhos o reflexo do meu amor.


Neste mar de sentimentos
Vem nadar... Vem amar...
Até se cansar.

Anna Paes




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