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J.J.Oliveira Gonçalves

Poema d’Amorosa Cumplicidade...
J.J. Oliveira Gonçalves
 
Acendo este poema em teus olhos dormidos
Lateja no silêncio a artéria azul do Amor...
 
Enquanto sonhas (quem sabe, comigo...)
Viajo na geografia exuberante de teu corpo
E ausculto-te a Alma (a murmurar Poesia...)
 
Viçosa a cabeleira em ruivos caracóis
Na seda, no perfume: mistérios abissais...
 
As janelas de teus olhos têm baixas as persianas
Das pálpebras – tranqüilas (depois que o ciclone
varreu-te os sentidos em frêmitos de posse...)
 
Esguios e longos cílios – gradis indevassáveis
Protegem-te vitrais... segredos furta-cor...
 
Roço com meus lábios as pétalas dos teus
E ouço-te a volúpia (prenhe!) a bocejar...
 
Te embalas na fragrância da alcova adormecida
E és mais bela ainda (fingida!...) como estás.
 
No cio de meus olhos (num desejo mudo!)
Rondas de espera para te amar (de novo!)
 
Minhas mãos (nervosas!) - astutas feiticeiras
Sorvem da textura do corpo níveo e nu
E dás de novo vida à inércia dos lençóis...
 
Aposso-me de ti como se fosses minha:
Cúmplice... Amante... Meu cais e perdição!
 
 
*(1º lugar – Troféu “Haroldo de Campos” –
 Iº Concurso Ars Viva de Poesia Moderna/2003 – Santos/SP)

***
Reminiscências Celtas...
(Sonata em Si...)
J.J. Oliveira Gonçalves

 
Teu corpo é harpa silenciosa
a meus olhos ávidos de Amor...
 
Harpa à espera destas mãos ansiosas...
do toque de meus dedos: febris e brincalhões
que conhecem tão bem a textura das veredas
de teu corpo de almíscar e nenúfar...
 
Leio-te a sinuosa partitura com olhos cegos
com mãos perdidas... (trêmulas...)
aturdidas de emoção!
e lábios úmidos de ousadias e carícias...
 
Dedilho as cordas dessa harpa de prazeres
de delícias... sedução!
 
Incenso-me no desejo de tua fragrância nua
e (pianíssimo!) assoma teu riso inebriado:
tua boca é Mel... carmim e porcelana...

Agora, (entre sustenidos e bemóis!),
de tuas cordas de carne e sensações
arranco escandalosa melodia...
(eis que te atingi o âmago da Alma!)
 
E ante o opalino da Lua e a intermitência purpurina das Estrelas
somos notas, diapasões... somos metais... (furiosa percussão!)
Somos um só: maestro e orquestra...

Opus e Êxtase!
E ao bebermos (pecadores ou Deuses?) do mesmo Vinho
nas Taças (de Espuma e Sal!) de nossos corpos
vibramos juntos – escancaradamente
na Sonata da Vida... em SI!
 
Porto Alegre, 05 de outubro/2002. 22h57min


***

Última Fronteira...
J.J. Oliveira Gonçalves

 
A depressão me assalta e me consome...
As vísceras me come e a Alma aniquila!
E  eu que pensei a Vida assim: tranqüila
Não mais me sinto alguém nem tenho nome!
 
O meu presente eu passo... arrasto em vão...
Dorme o futuro (em branco!) e anulado!
Sobrevivo das cinzas do passado
A recordar quem fui... (Quanta Ilusão!)
 
Sou a manhã chumbada... a escura tarde...
O que eu fui: morreu... Virei covarde
Cansado de mim mesmo – e enfadonho!
 
Dos meus alvos sorrisos: só lembranças
Estrelas se apagaram... e Esperanças...
Na Última Fronteira jaz meu Sonho!
 
***

Ser Felino e Doce...
J.J. Oliveira Gonçalves
 

Mulher...
Não só mulher... gata.... pantera...
Um ser felino escondes em teu corpo!
Brincalhona (que és) também és fera
E passas da mansidão à luta
A Paz desfazes... fazes a Guerra!
 
Ah... mas não é a luta que aniquila
Nem a guerra (insana!) que destrói e mata!
É o jogo ardente de Amor e Cio
Do Desejo que os Sentidos arrebata...

Te solto em pêlo pela sala assim... gata-mulher – de estimação...
Foges de mim... te escondes... ris... ronronas e gemes... o dorso (angorá!) em minha mão!
E nessa intimidade que permite a solidão gostosa de nós dois
Somos crianças (de repente!)... de repente a meninice
Volta aos nossos olhos... a estes sedutores jogos de adultos:
Sou teu velho Amor e és meu Amor antigo...
 
Não me dispo! Apenas tu completamente nua!
Depois, as mãos dadas... olhar lânguido... bocas caladas por prolongado beijo
Vamos para a alcova que nos espera e silenciosa conhece nosso afeto...
Depois, (bem depois, ainda!), me despes, me abraças, me dizes: te quero!
E eu te respondo, (mais uma vez!), que também te quero (e muito!)
E no leito de luar e de almíscar
Cavalgamos (selvagens!) nossos corpos
Entregamos (prazerosos!) nossas Almas!
 
Porto Alegre, 01 de maio/2005. 20h17min

***

Antes de Ti, Mulher...
J.J. Oliveira Gonçalves


Antes de ti, ah... antes de ti
Outras mulheres...
Fantasmas... sombras... ilusões... mentiras...

Antes de ti, silhuetas... brumas disformes
Mulheres sem corpo...
Fátuas... sem calor... sem Alma...

Antes de ti, sim... era o escuro... o caos...
Mulheres vazias... sem sentido
Espectros sombrios de mim mesmo...

Andava eu assim... e andava a esmo
Nos rastros de meus passos bêbados... desfeitos
Agora te encontrei e encontrei tudo:
Em teu corpo eu me encontrei... e em tua Alma...
Te amo pelas ruas... e no ardor do leito!

Porto Alegre, 30 de abril/2005. 22h42min


Em destaque por Anna Paes às 08h37
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Anna Paes, Cecilia Carvalho e Águida Hettwer

Anna Paes
 
 Permita-me esta noite, sonhar!
Quero ser coadjuvante
Neste palco iluminado, sem cortinas,
Onde tu és o ator  principal!
Anna Paes
11/02/2007
00hs23
Brasilia

***
Permita-me com os meus pés descalços
adentrar neste palco, viver o espetáculo,
infiltrar-me na ribalta e viver meus sonhos
onde voce além de ator é meu amor ...

by Cel (Cecília Carvalho)
11/02/2007 

***
Permita-me nessa noite bailar sobre o palco do teu corpo,
Meu amor, sem hesitar fazendo-te meu porto para ancorar,
Nostalgia tomou-me nos braços,
Primícias do ser, minh´alma vagou sob a penumbra,
Sou atriz principal de teus sonhos azuis...
 
 
Águida Hettwer
Sapiranga-RS
12.02.2006

Em destaque por Anna Paes às 08h31
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.::Sobre Mim::.


Eu sou Anna Paes, moro em Brasília, nasci em Itumbiara - Goiás. Criei o Poesia Em Destaque para prestar uma singela homenagem aos Amigos e Poetas que chegam em minha telinha todos os dias.
Então este Blog é SEU, é NOSSO! Obrigada e sejam
::.bem vindos.::
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Com(passo)
Anna Paes

Escrevo
Enquadro
Apago

Abr)o( com(passo)
)lento(
Giro

Num esquadro
90 graus
Encho o espaço
Traço

Desisto
Não é isto.
Apago

Recomeço

Num com(passo) aberto
360 graus
Revejo...
Que traçado indecente!
Não apago!

Giro
(É a vida...
Em círculos... sem fim!)


***


Graves e Agudos..
(Tanto mar a nos separar!)
Anna Paes


Em algum lugar
Meus olhos encontram os teus.
Neste lugar recebemos
As bênçãos de Deus.


Em algum lugar
Nossas mãos se procuram
Em carícias demoradas
Sentimos nosso corpo vibrar.


Em algum lugar
No tempo presente
A distancia desaparece,
A ausência não existe.


Nossos corações batem uníssonos,
Uma suave melodia
Em sol maior.


A natureza se enche de poesia,
No ar espalha a melodia
Entre graves e agudos gemidos,
É o hino da vida.


Em algum lugar
Hás de me encontrar
Juntos dançaremos nossa melodia,
Não será mais simples fantasia.


Meus olhos serão espelho
De teus desejos,
Teus olhos o reflexo do meu amor.


Neste mar de sentimentos
Vem nadar... Vem amar...
Até se cansar.

Anna Paes




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