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Mescla de amores
Sandra Ravanini
 
Mescla de amor que agora se abraça,
insculpindo a alma em carvalho,
lívida prata em gota de orvalho;
Avatar concedendo a terna graça.
 
Miragens despidas! Outrora, quimeras
incorporavam aos olhos, turvas águas.
Límpido, hoje o sonho deságua
aclarando a tímida primavera...
 
avivando essa chama apaixonada,
libertando amores, e tão somente,
entregando a comunhão à anunciada.
 
Afora o outono valente a espera,
lavrando essa pétala desde sempre.
E enfim, o frio que existia, se encerra!

**

Um Dia...
(Soneto 2)

J.J. Oliveira Gonçalves

Teus olhos em mih'Alma tu deixaste
Quando meu passo se afastou de ti!
Pela Vida, eu sei, nunca mais te achaste
E eu, pra sempre, na Vida me perdi!

Suspiro entre a Ausência e a Saudade
Chamo por ti... e abraço a Solidão!
Talvez vá te encontrar na Eternidade
Para juntar ao meu teu coração!

Um dia, ah... um dia... ainda não sei
Por que covarde eu fui... e fraquejei
E tu, mesmo a chorar, disseste: não!

Mas teus olhos... teus olhos que eu amava
Que a Luz eram dos meus quando eu chorava
Grudados em minh'Alma eles estão!

**

Llámame
Anna Paes
(Mi cuerpo  sin movimiento...
Mi pensamiento vagando por ahí...
APaes)

Cuando el corazón ya no suporte la añoranza...
Cuando los días parecieran sombríos...
Cuando las noches estubieran muy frías...
Y, la luz de luna ya no brille en tu cielo...
Llámame...

Anna Paes
Brasilia-07/10/2007

Ven!

(En la inérca de mi cuerpo
se mueven recuerdos...
JJotaPoeta)

¿No te conté? Mi corazón es sinónimo de
Añoranza...
Los días, ah... los días son aves ciegas
sin Luz...
Las noches, confieso: largas, doloridas
invernales...
Ahí... la Luna en mi Cielo Interior
ya se apagó...
Ven!

J.J. Oliveira Gonçalves
Porto Alegre, 06 de octubre/2007. 22h38min

(Versão ROSENNA - www.rosenna.com )

**

Lágrimas de amor
Ciducha
 
Derramo-as com prazer,
as minhas lágrimas de amor
por você, somente por você!
 
Que sejam de saudades
que sejam de ansiedade
que sejam, se quiserem,
até dessa vontade,
que eu tenho de lhe ver!
 
Eu molharia o céu
eu molharia o mar
de tanto por você chorar!
 
E se soubesse que o traria
com minhas lágrimas furtivas
então, dia e noite eu choraria
até você me ouvir e me trazer a vida...
 
que só junto a você, eu a terei.
Devolva-me, portanto, o que me deve
sua presença, seu sorriso leve
devolva-me, amor, e seja breve!
 
Porque querer-me é pouco,
meu coração é louco por você!
Se acaso demorar
eu já nem sei...
mas bem posso chorar
tudo outra vez!

***

BRINCADEIRA  NO  PAPEL
Eliane Couto Triska


Ah! ..Que brincadeira gostosa
deixar que a imaginação
faça de um simples cordão
no jogo do passa-passa,
a brincadeira do anel,
que não quer nenhuma mão
e sobe como um balão
a fazer cócegas no céu!

Ah! ... Delícia é  inventar
saltando de estrela em estrela,
no jogo da amarelinha,
das cinco - marias vizinhas,
que estão sempre a protestar,
querendo um novo arco-íris
trançado com outras cores
para poderem pular.

Que mundo tão engraçado,
tem  um  palhaço abusado
roubando o sol encarnado
que molhado não quer ver.
Até a estrela cadente
transformo no sol poente,
 posso tudo é só querer!

Brincando nesse papel
meu olhar grita de  espanto:
letrinhas de mil jeitinhos
dançam alegres cantando,
Fico até desconfiada
 -  Estarão me convidando?

Esfrego  meus dois olhinhos
estou cansada de brincar,
meu bercinho me abraça
com soninho vou deitar.
Vem mamãe  bem de mansinho
já é hora de acordar...

Homenagem à florzinha Luisa

**

BRINCOS DE PRATA
Audha Abuthay
 
A musa dos brincos de prata
Brincava nas areias brancas;
Tão brancas que a lua incomodada
com a musa de face faceira,
De inveja avermelhou-se inteira e reluziu,
Mas ao poeta não seduziu,
Porque a lua ingrata ao surgir o sol sumiu.
E, a musa dos brincos de prata
Para o poeta pelo menos sorriu... 
 
Direitos reservados a Anna Paes
 
**
SOL TRISTE
Audha Abuthay

Esse sol tão triste
Que no horizonte vai baixando,
Trazendo angustia ao sofrido coração
Apedrejado, esmagado, a relutar,
Coração que ainda precisou vagar bem devagar.
Nas estradas, nas ruas, nas avenidas.
Tão compridas, sem saídas.
Coração que nem se dignou na sua timidez
Olhar para você uma última vez.
Mas a atração venceu a saudade
Subjugou a vontade de gostar.
Percorri então, as indiferentes ruas,
As paredes das casas amorfas, e nuas
Não me disseram nada...
Mas pelo seu perfume, tenho certeza de que:
Por aqui passou uma fulgente fada.
O sol triste parece que já nem mais existe
Será que o sol frente ao esplendor do seu sorriso,
No fulgor do seu olhar realmente ele:
Existe,e é triste?
 
**
Singela Flor
Anna Paes

(....poetisa do Cerrado, /que se move no sidéreo manto/buscando, para meu espanto,
Luz para meus pés, /bálsamo para meu coração,
aloés para meus cabelos, /manto para aquecer o pobre coração
do poeta da ilusão...A.Abuthay )
 

Desejo mórbido
Tenaz e um tanto fugaz
De mover-me entre as estelas, sob teu manto!
Ah! Se de meus pés asas nascessem
Voaria ao teu coração...
E, em devoção, te cobriria os cabelos de afagos e beijos!
Mas me resta um manto de estrelas
Irreais, ilusórios!
Poeta, Poeta das Ilusões!
Poeta do Deserto que, na areia, escreves teus versos
Galopa na cauda do cometa
Faze-me teu Oásis
Rainha de teus castelos
Singela Flor do Cerrado!
Anna Paes
 
Creative Commons License
Estas obras estão licenciadas sob uma Licença Creative Commons.
 

Em destaque por Anna Paes às 19h42
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Eu sou Anna Paes, moro em Brasília, nasci em Itumbiara - Goiás. Criei o Poesia Em Destaque para prestar uma singela homenagem aos Amigos e Poetas que chegam em minha telinha todos os dias.
Então este Blog é SEU, é NOSSO! Obrigada e sejam
::.bem vindos.::
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Com(passo)
Anna Paes

Escrevo
Enquadro
Apago

Abr)o( com(passo)
)lento(
Giro

Num esquadro
90 graus
Encho o espaço
Traço

Desisto
Não é isto.
Apago

Recomeço

Num com(passo) aberto
360 graus
Revejo...
Que traçado indecente!
Não apago!

Giro
(É a vida...
Em círculos... sem fim!)


***


Graves e Agudos..
(Tanto mar a nos separar!)
Anna Paes


Em algum lugar
Meus olhos encontram os teus.
Neste lugar recebemos
As bênçãos de Deus.


Em algum lugar
Nossas mãos se procuram
Em carícias demoradas
Sentimos nosso corpo vibrar.


Em algum lugar
No tempo presente
A distancia desaparece,
A ausência não existe.


Nossos corações batem uníssonos,
Uma suave melodia
Em sol maior.


A natureza se enche de poesia,
No ar espalha a melodia
Entre graves e agudos gemidos,
É o hino da vida.


Em algum lugar
Hás de me encontrar
Juntos dançaremos nossa melodia,
Não será mais simples fantasia.


Meus olhos serão espelho
De teus desejos,
Teus olhos o reflexo do meu amor.


Neste mar de sentimentos
Vem nadar... Vem amar...
Até se cansar.

Anna Paes




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