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O RUMO CERTO
Lauro Kisielewicz
21/Fev/2.008


Por mais que a
humanidade se embeveça
e a maioria zombe e escarneça,
em seus devaneios pelos caminhos
enganosos e tortuosos
deste efêmero mundo;
há uma verdade maior
que todos conhecerão
e tardiamente compreenderão
que sempre esteve perto,
um caminho correto,
uma rota segura,
o rumo certo...
Entenderão enfim,
que nada falo por mim
mas pela Palavra certa,
que desoprime e liberta,
e a todos ilumina,
e docemente ensina,
que só há
Um caminho;
Uma verdade;
Uma vida.
E essa vida, é eterna
e com ela,
chegaremos ao Pai
através de Jesus
e com Jesus.
Diante dele,
desaparecem as trevas
e resplandece a Luz.

Abraços de fé e de muita paz, aumentada por ser compartilhada.
Lauro Kisielewicz

  Licença Creative Commons
Estas obras estão licenciadas e protegidas
 ©2002
 

Em destaque por Anna Paes às 20h21
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Por favor não reproduza nenhum texto sem autorização expressa dos autores
Conserve  o original, Não altere nem adultere nenhuma obra sob penas da Lei dos Direitos Autorais de
19 de Fevereiro de 1998
 
POEMAS E SEUS CUIDADOS
NALDOVELHO

Poemas inchados por natureza prematuros,
precisam ser cuidados, pacientemente tratados,
alguns, após lapidados, revelam intenso brilho,
outros se recondicionados ficam como novos...
Há sempre espaço para uma abordagem diferente.
Às vezes, em excesso, palavras precisam ser extirpadas,
pois derramam e embaraçam a trama,
turvam a história, estragam o enredo,
impedem ao verso a plenitude do seu tempo,
e ele necessita ser exato, nem mais, nem menos.
Melhor que não pareçam raízes de um só umbigo,
que sejam então promíscuos em muitos sentidos.
Se forem românticos, atenção redobrada!
Paixão em demasia costuma melar o verso,
e fazem-no parecer patético.
Mas é bom tomar cuidado,
palavras abusadas gostam de intimidar o poeta,
tentam impingir pretensas erudições
e nada mais fora do seu tempo
do que versos que não falem aos corações.
Poemas, ainda que doam, teimosos, escoam,
por mais que as pessoas os pensem complexos,
por mais que não leiam, nem os queiram por perto,
sobrevivem inquietos no coração do poeta,
espécime raro ameaçado de extinção


*

Ah! Esse Homem...
LuliCoutinho

Um olhar adolescente
O desalinho nos cabelos
Um ar de bebe inocente,
Nos caracóis em novelos.

Mostra-se meio carente
Quando beija minha boca
Arrepia-me até os dentes,
Deixando-me quase louca.

Canta as canções de amor
Dançando a me provocar
Faz charme de trovador,
E me convida a ser seu par.

E quando seus braços loucos
Enlaçam-me o corpo em caça
Mostra-me amor garra e raça
Faz-me delirar como poucos!

Vejo camélias doces azuis
Rosas douradas a me sorrir
Bromélias dançando Blues,
Vejo o mundo todo se abrir.

*

Metáfora-Cetim!
J.J. Oliveira Gonçalves


Rosa é nome de mulher... É perfume
Tem Mística e sonora Dualidade!
Quantas vezes é o nome da Saudade:
Além de ainda ser de Maio e ser Ciúme?

Ah, a Rosa... que é flor e que é Maria
Um dia, em minha Vida, foi Amor!
Fez de Alegria meu Céu-Interior
E debruou de Luz minha poesia!

Da Rosa que eu Amei guardo a Lembrança
E no olfato o Olor que ainda inebria
O velho coração que já emudece!

Ah... a rosa do jardim... do eu-criança:
Metáfora-Cetim... (Ai, tão macia!)
Da Mulher que no peito ainda floresce!

*
 
Minha mulher
Calex Fagundes
 
A minha mulher
tem mistério insondável,
recato impenetrável
aos olhos voyeurs.

A minha mulher,
tem uma nudez invisível
e um olhar transparente
só para o que quer.

A minha mulher
tem o encanto das fadas
e a magia das bruxas
quando estamos em nós.

Ela sabe fazer-se inteira
nunca está em pedaços
sabe todas perícias
atar e soltar nossos nós.

Nela, o meu corpo presente
é mais do que tudo,
do eterno, um estudo,
quando estamos a sós.

Ela tem a magia dos celtas,
obtém a têmpera correta,
de traz-nos o instante
de toda eternidade.

Ela tem o erotismo dos anjos
o silêncio dos sábios
ao dizer o que é
ser a minha mulher.
Enviado por Armand Duval

*
Sem coragem...
Anna Paes

(Não há bilhete de entrada,
nem ticket de passagem...)

Que te importa saber para onde corre meu pensar?
Os horizontes que se descortinam
estonteam aos passantes
que de tão errantes
seguem.
Se sou errante,
sigo.
Acompanha-me se coragem tens
e descubra novos montes.
...
Nada existe que impeça
um coração,
um sonho,
A outro se juntar.
...
(a porta estava aberta!)

*
 
Sussurros
Watfa
 
Lanço a ti meus mais íntimos desejos,
aqueles que teimam em aflorar, sem pejo,
e que me sufocam no passar das horas,
 e apelam para o sopro a ti, sem demora.
 
Estou nos entrelaços da paixão dormida
a que me corroi nos cantos, sem saída...
Paixão que volteia em mim, nas veias,
no viscoso e rubro líquido, em peias.
 
Que meu grito mudo te chegue logo,
nas asas do vento frio em que me afogo
e te leve, nos meus amorosos sussurros ,
o calor do sentimento, abafado em urros...

Escuta esse brado rouco!!!

*
Nem Rai e Nem Kai
I

Poetrix,
por um trix
quase raio cai



II

Raio cai
no esmo
nem hai kai

III

chorei pintangas
o mes inteiro,
desidratei-me.

IV

No meio da estrada
a encruzilhada.
E agora? Cadê a pedra?

Tereza da Praia.
 
*
Caixa vazia
Águida Hettwer
 
     Dona Marta!
Estamos prontos, podemos ir?
-Ah sim, claro meu filho!
Deixe-me ajuda-la, segure-se em meu ombro, cuidado com os degraus das escadas.
-Pode deixar! Terei atenção redobrada.
A ultima vez que fui desatenta, herdei alguns pinos no joelho, pode deixar, tomarei cuidado.
-Melhor assim!
Como é mesmo seu nome meu filho?
-Josué, ao seu dispor, Dona Marta!
Então podemos seguir viagem!
-Sabe meu filho...
Fiquei viúva a mais de vinte anos, Teobaldo nos deixou ainda moço. Momentos difíceis nós passamos. Hoje percebo que perdi muito tempo, em meu casulo que eu própria construí.
      Ao longo dos anos, fui acumulando caixas, onde deixei lacradas emoções vazias, sonhos que deixei morrerem empoeirados pelo tempo. Sensações e arrepios na alma, metrificados, esperanças mortas no breu da escuridão. Solidão por mim imposta, escassez de tempo para gozar da vida os prazeres simples. Resta-me a companhia dos pensamentos, onde retratam com fidelidade cenas do cotidiano.
 
     Família reunida ao redor da mesa de jantar, toalha bordada, renda branquinha, longas conversas, risos, saboreados com saudosismo. Em cada plissar em minha face revela, perdas que o tempo obteve sabedoria em sanar. Quando a saudade aperta-me o peito, minh´ alma mescla-se ao sibilar do vento, em triste melodia. Os filhos crescidos, pelo mundo perdidos, cada um com suas vidas. O caçula sempre me deu mais trabalho, arrumou uma namorada Roqueira com cabelos mechados de azul, estranhos hábitos têm os dois, mas como diz o ditado, “criamos os filhos para o mundo”, os tempos são outros, tudo evoluiu depressa demais. Meu filho primogênito tem traços físicos do Pai, mas de personalidade reservado, muito estudioso e nunca se casou. Não por falta de pretendentes a esposas, mas sempre foi muito tímido.
 
      Em muitos momentos de solidão, me questionei, abrindo o baú de recordações, vislumbrando dois caminhos a minha frente, onde obtive o privilégio de Recomeçar, esvaziei minhas caixas de emoções, levando na bagagem apenas esperança.
      Libertando-me do casulo do Conformismo e deixando aflorar a Ousadia que carrego no olhar.
-Faz muito bem, Dona Marta!
Chegamos.
Obrigada meu filho! Fique com Deus...
Até a próxima!
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Estas obras estão licenciadas e protegidas
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Em destaque por Anna Paes às 09h56
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.::Sobre Mim::.


Eu sou Anna Paes, moro em Brasília, nasci em Itumbiara - Goiás. Criei o Poesia Em Destaque para prestar uma singela homenagem aos Amigos e Poetas que chegam em minha telinha todos os dias.
Então este Blog é SEU, é NOSSO! Obrigada e sejam
::.bem vindos.::
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Com(passo)
Anna Paes

Escrevo
Enquadro
Apago

Abr)o( com(passo)
)lento(
Giro

Num esquadro
90 graus
Encho o espaço
Traço

Desisto
Não é isto.
Apago

Recomeço

Num com(passo) aberto
360 graus
Revejo...
Que traçado indecente!
Não apago!

Giro
(É a vida...
Em círculos... sem fim!)


***


Graves e Agudos..
(Tanto mar a nos separar!)
Anna Paes


Em algum lugar
Meus olhos encontram os teus.
Neste lugar recebemos
As bênçãos de Deus.


Em algum lugar
Nossas mãos se procuram
Em carícias demoradas
Sentimos nosso corpo vibrar.


Em algum lugar
No tempo presente
A distancia desaparece,
A ausência não existe.


Nossos corações batem uníssonos,
Uma suave melodia
Em sol maior.


A natureza se enche de poesia,
No ar espalha a melodia
Entre graves e agudos gemidos,
É o hino da vida.


Em algum lugar
Hás de me encontrar
Juntos dançaremos nossa melodia,
Não será mais simples fantasia.


Meus olhos serão espelho
De teus desejos,
Teus olhos o reflexo do meu amor.


Neste mar de sentimentos
Vem nadar... Vem amar...
Até se cansar.

Anna Paes




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